Como diz o ditado: "Mais vale um mal acordo do que uma boa demanda". Na teoria, isso parece fácil, ou seja, quando estiver diante de um conflito, tente buscar um acordo possível, mesmo que ele signifique perdas a você. Todavia, nem sempre é fácil assim, aceitar fazer concessões nesses casos, especialmente se não foi você o responsável pelo surgimento do conflito.
Se você é que errou, a melhor saída é tentar resolver amigavelmente o conflito, tentado, ao máximo possível, desfazer o prejuízo causado ou, se isso não for mais possível, mitigar, ao máximo, as consequências para a outra parte.
Mas somente isso não será o suficiente, se você não deixar claro que está atuando para ao máximo para resolver o problema (que você gerou) e que está ciente, não só da sua responsabilidade, mas também, de que quer atuar para o melhor possível.
Se você não fizer isso adequadamente, a outra parte poderá ainda persistir no confronto, uma vez que, ainda se sentirá lesada e não conseguirá, mentalmente, aceitar sua proposta para a resolução do ocorrido indevidamente, por culpa exclusiva dela.
Lembre-se aceitar um mal acordo significa, para a parte inocente no ocorrido, ter que abrir mão de um direito a ela devido e que, por sua culpa, não será totalmente atendido. Por isso, que a aceitação de um mal acordo perpassa muito mais por atuar a favor de quem mais perdeu.
A quem perdeu, resta esperar que, com algum tempo e reflexão, seja possível o desapego do que foi perdido e não possa ser totalmente reposto. Trata-se de um processo de luto, mas que, pode ser vencido, quando se racionaliza e se percebe que essa será a melhor solução possível e disponível no momento.
