Ela serve aos
profissionais mediadores como estratégia comunicativa para estabelecer empatia
com as partes.
Sua aplicação
deve ser feita na audiência a partir dos depoimentos iniciais das partes sobre
o conflito havido.
Ao escutar
cada uma das partes, o mediador deve proceder repetindo o que foi dito pela
parte, procurando repetir seus gestos e palavras de igual maneira, tom e
velocidade da fala, confirmando o que foi dito.
Ao fazer com
ambas as partes, o mediador não só faz conexão de empatia com cada uma delas,
mas também acaba por colocar-se enquanto canal comunicativo entre elas.
Isso ocorre
pois, ao estabelecer empatia com cada partes e repetir o que a parte diz,
permite a superação de bloqueios comunicativos e de entendimento pela outra
parte, facilitando assim a percepção da realidade de ambos e suas necessidades
para a superação da controvérsia.
Mesmo nas
situações em que há antagonismo evidente e irascível entre as partes, o
mediador deve insistir no pacing para, aos poucos, ir estabelecendo empatia com
cada uma delas e facilitando sua posição enquanto canal de comunicação.
Por vezes, o
mediador deve observar as características comunicativas das partes e procurar
atuar de maneira semelhante, quando for fazer interlocuções não espelhadas diretamente
nas palavras delas, explicando para cada uma, ao se dirigir a elas, dentro do
pacing específico observado.
Deve ser
observada que a natureza do pacing é de técnica acessória e, dentro da atuação
profissional do mediador, serve para o fim específico do procedimento, que é de
facilitar a solução da controvérsia, dentro do interesse demonstrado pelas
partes. Logo, sua conduta espelha a ética do mediador em respeitar a realidade e
vontade das partes e deve ser usado para facilitar a comunicação.