Técnica 61 - Conflito Enquanto Doença Psicossomática

Nosso hipótese é a de que qualquer conflito entre pessoas configura-se como doença psicossomática. Isso significa que sua ocorrência deve ser tratada imediatamente por seu potencial nocivo, a ser "remediado" o quanto antes possível. Psicossomático diz respeito a tudo o que advém do psicológico e tem influências físicas. 
No caso dos conflitos, sua sintomatologia pode resultar em desavenças afetivas, inadimplementos, danos e até violência interpessoal. Logo, há que se entender que a sintomática é a liga material do conflito, aquilo que aparece dele e cria uma interprisão entre os adversários.

O importante então, é separar esse liga material (a ponta do iceberg), das pessoas em conflito. Isso permite colocá-las como colaboradores, assistentes na sua resolução. Uma vez mencionado claramente às partes que o conflito se configura em uma doença psicossomática e gerar uma interprisão entre elas, a colaboração tenderá a ser natural para seu desfecho e libertação dessa condição.

Ninguém em equilíbrio, tende a querer permanecer em um conflito estabelecido, pois o desgaste bioenergéticopsíquico de sua ocorrência é algo perceptível e desagradável, a afastar o indivíduo de seu equilíbrio e bem-estar. 

Já pessoas que insistem em permanecer em conflito, desde que desprovidas de razão ou do atendimento de suas necessidades mínimas de satisfação legítimas, precisam adentrar a uma outra esfera do tratamento psicológico/psiquiátrico, que é a individual, sobre seus conflitos internos.
Qualquer pessoa, por uma falha, dificuldade momentânea, descuido, desequilíbrio financeiro, pode adentrar a um conflito, sem que deseje assim obter tal resultado. Todavia, permanecer nele revela algum tipo de sociopatia, perversão, psicose ou neurose desproporcional ao vivido. Nesse caso, trata-se de doença ou transtorno mental.