Técnica 62 - Toda Restauração começa pelo Ofensor

Está na moda falar-se em Justiça Restaurativa. Todavia, somente existirá restauração, como o próprio nome bem diz, quando o ofensor entender e assumir sua responsabilidade pelo ocorrido, compreendendo o mal indevidamente causado a outrem e assim, colocando-se no lugar da vítima, conscientizar-se de sua dor, de suas perdas e assumir o dever de reparar totalmente o ocorrido.
Só depois dessa primeira fase é que se pode começar a pensar no recomposição diretamente perante o ofendido, para que ele possa, aos poucos, permitir-se reviver o ocorrido, reconfigurar-se perante tal trauma e poder caminhar a um novo patamar de entendimento sobre a situação.

Desse modo, todo projeto de justiça restaurativa requer o foco direto no ofensor. Exemplos como o projeto de leituras para a formação do imaginário e criação de repertórios de entendimento sobre o mal cometido podem ser um passo inicial para tanto, a exemplo da obra Crime e Castigo, de Fiodor Doitoevski.